top of page

Imposto de Renda 2026: o que muda, prazos e como evitar a malha fina

  • 12 de mar.
  • 3 min de leitura

A temporada do Imposto de Renda Pessoa Física vai chegar sem grandes mudanças. Especialistas, no entanto, afirmam que a fiscalização apertou com o uso de mais tecnologia, por parte da Receita Federal.


A declaração deste ano trata dos rendimentos de 2025 e exige atenção a detalhes que costumam levar contribuintes à malha fina.


Veja as principais dúvidas respondidas por especialistas.



O que muda na declaração de IRPF entregue neste ano


“A declaração de IRPF a ser entregue à RFB esse ano refere-se ao ano-calendário 2025, para o qual não houve alteração nas regras (com exceção de uma pequena atualização na tabela do IRPF efetuada pela Lei nº 15.191/2025)”.


As principais mudanças anunciadas pelo governo valem apenas para a próxima declaração.


As grandes novidades do IRPF valem apenas a partir de 1º/janeiro/2026, ou seja, terão efeito na declaração a ser transmitida em 2027.”



Qual o calendário do IRPF 2026


“A Receita Federal ainda não divulgou o calendário de transmissão da declaração 2026.


De todo modo, considerando os prazos dos últimos três anos, é provável que o período de entrega seja entre 16/março e 29/maio”.


Terminou sexta-feira, 27 de fevereiro, o prazo para que as fontes pagadoras e instituições financeiras forneçam os informes de rendimentos”



Qual é hoje o erro que mais leva brasileiros à malha fina?


No ano passado, o Imposto de Renda mostrou como erros simples ainda são comuns.


Entre 17 de março e 23 de setembro, a Receita Federal recebeu 45.645.935 declarações do IRPF 2025, referente ao ano-base 2024.


Desse total, 3.971.267 declarações, ou seja 8,7%, ficaram retidas na malha fiscal. Mais de 66% desses casos foram liberados depois que os próprios contribuintes corrigiram erros, sem necessidade de fiscalização formal.


Segundo especialistas: “O que mais leva o contribuinte à Malha Fina é a omissão de rendimentos”.



Citam exemplos como:

  • “Aquele rendimento extraordinário que você esqueceu de declarar;

  • O aluguel que recebeu e achou que ninguém viu;

  • Ou o rendimento de aplicação financeira de uma conta bancária pouco utilizada.”


Os campeões são as omissões de rendimentos de dependentes e a tentativa de deduzir despesas não autorizadas pela legislação ou desacompanhada de documentação idônea.


Desse total, 69,2% (894.580 declarações) referem-se a contribuintes com imposto a restituir, 27,9% (360.018 declarações), com imposto a pagar e 2,9%( 37.759) com saldo zero, ou seja, nem a restituir nem a pagar.


Veja os principais motivos de retenção em malha no ano passado, segundo a Receita:


32,6% – Deduções – despesas médicas: as despesas médicas foram o principal motivo de retenção, correspondendo a 32,6% do total de retenções;


30,8% – Omissão de rendimentos: Inclui rendimentos não declarados pelos titulares das declarações ou por seus dependentes;


16,0% – Deduções – exceto despesas médicas: as demais deduções correspondem a 16,0% do total de retenções;


15,1% – Diferenças no Imposto Retido na Fonte (IRRF): Diferença entre os valores declarados pelos contribuintes e os informados pelas fontes pagadoras na Dirf.



Quem recebe de pessoa física deve declarar como?


Os especialistas reforçam que quem recebe de pessoa física precisa atenção ao carnê-leão. “Um ponto de atenção (…) é se algum valor já deveria ter sido recolhido através do carnê-leão”.


Na prática, o carnê-leão é o imposto que o contribuinte paga mês a mês quando recebe renda de pessoa física, como aluguel, freelas ou consultas particulares, sem retenção na fonte.


Se o imposto não for pago ao longo do ano, ele aparece na declaração anual com multa e juros.


Planejamento é a melhor forma de evitar problemas


Portanto, mesmo que o Imposto de Renda 2026 não traga mudanças estruturais relevantes, a organização financeira continua sendo essencial para evitar erros e inconsistências.


Planejar a declaração, reunir documentos com antecedência e revisar cuidadosamente as informações enviadas são passos importantes para garantir tranquilidade perante a Receita Federal.



Esperamos que o conteúdo tenha sido útil.


Imagem: e-Investidor-Estadão

Fonte: Veja

 
 
 

Comentários


Não é mais possível comentar esta publicação. Contate o proprietário do site para mais informações.
whatsapp_icon
bottom of page